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Bolsas térmicas aproveitam resíduo de despolpa dos frutos de Palmeira Juçara

por Central de Jornalismo
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A colheita de açaí juçara recém começou, mais 3 mil quilos de caroços já têm um futuro à altura da missão cumprida como frutos na Mata Atlântica e na nutrição humana. Deixarão de ser subprodutos da despolpa para rechear bolsas térmicas terapêuticas. O embarque foi na noite de terça-feira, 19 de maio, da Agroindústria Morro Azul, em Três Cachoeiras, para a empresa Mercur, em Santa Cruz do Sul.

Lançada em 2019, a bolsa térmica com caroços de açaí juçara começou a ser idealizada em 2017, numa pesquisa do colaborador João Vogt junto à Universidade Federal de Rio Grande (Furg), sobre o uso de sementes de butiá. A universidade recomendou o uso de sementes de juçara e encaminhou o contato com o produtor Amilton Munari, de Maquiné, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Amilton conduziu a conversa à equipe técnica do Centro Ecológico, que organizou, em 2018, junto à Cooperativa de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do RS e Sul de SC (Econativa), a primeira remessa para empresa do Vale do Rio Pardo desenvolver o protótipo. Desde então, a Agroindústria Morro Azul ficou responsável por atender os pedidos feitos via Econativa.

De acordo com Liciani Lindemeyer, da área de Inovação da Mercur, as 4 mil bolsas produzidas até agora resultam de um projeto colaborativo entre toda a empresa e uma oficina de cocriação com cerca de 70 pessoas, entre profissionais da saúde, usuários de calor terapêutico, designers, produtores, fornecedores, clientes e área técnica para pensar numa solução para termoterapia que tivesse o menor impacto negativo humano socioambiental.

“Aprendemos que 20% do fruto é polpa e o restante é caroço, que era desperdiçado no processo. Então, com a bolsa térmica natural, estamos dando um fim nobre para estes caroços, transformando-os em matéria-prima para uma bolsa térmica natural com funcionalidade atestada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), destaca a colaboradora.

Mais uma fonte de renda para famílias da região de Torres

Anelise Becker, da Agroindústria Morro Azul, também acha ambientalmente muito interessante transformar em renda o que sobra da despolpa. “As sementes são retornadas aos agricultores que fazem o plantio, mas o excedente iria fora porque não consumiriam tudo”. Apesar do trabalho para secar, ensacar e comercializar, a mestre em Desenvolvimento Rural acha que o esforço compensa porque, neste ano, vai viabilizar o repasse de parte dos R$ 0,80 centavos – pagos pela Mercur pelo quilo dos caroços -, às famílias agricultoras de municípios da região de Torres.
“Neste ano, foi feita uma atualização do preço. O quilo da fruta orgânica, levado na agroindústria, vale R$ 2,50. Se a gente colher e buscar, fica em R$ 1,25”.

O vídeo abaixo da empresa Mercur conta a história do produto:

Fonte: Centro Ecológico

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